Thursday, September 29, 2022

Governo chinês levou jornalistas portugueses a Xinjiang: ninguém viu nada de mal e até participaram em vídeos de propaganda

 set22

O regime chinês levou jornalistas de Macau à região de Xinjiang, dias depois da publicação do relatório da ONU que levanta suspeitas de crimes contra a Humanidade. A maioria dos convidados recusou-se a falar ao Expresso sobre a viagem. Quase nenhum escreveu sobre a viagem nos seus órgãos de comunicação, mas participaram em vídeos de propaganda do regime comunista. Ali, os jornalistas só têm elogios para o que se passa em Xinjiang. Presidente da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM) desvaloriza o caso

Patrulha da guarda fronteiriça chinesa a jurar lealdade à bandeira do Partido Comunista, em Xinjiang

future publishing/getty images

Xinjiang é assunto sensível. No final de agosto um relatório das Nações Unidas referia possíveis crimes contra a Humanidade naquela região autónoma chinesa, confirmando alertas de organizações de defesa dos direitos humanos, mormente sobre a repressão da minoria muçulmana uigur. A ONU pede à comunidade internacional para agir — e com urgência — face a acusações de tortura e violência sexual. Pequim fala de farsa” engendrada pelo Ocidente. 

Não é fácil pisar o solo de Xinjiang. Pouco depois da divulgação do relatório, o regime autoritário chinês convidou para uma visita à região um grupo de jornalistas de Macau que trabalham para meios de comunicação em língua portuguesa e inglesa. Quase nenhum publicou reportagens sobre a viagem, mas vários participaram em vídeos do Governo chinês a elogiar o desenvolvimento de Xinjiang. Sobre os uigures, nem uma palavra.

Ao Expresso, quase nenhum quis comentar a viagem de seis dias. Da Lusa, agência noticiosa portuguesa, nem a delegada de Macau, Elsa Jacinto, nem a diretora, Luísa Meireles, prestaram declarações. O mesmo aconteceu com os diretores Gilberto Lopes, da Rádio Macau; Guilherme Rego, do “Plataforma Macau”; Carlos Morais José, do “Hoje Macau”; e José Carlos Matias, da “Macau Business”.

João Francisco Pinto, à frente do Canal Macau da TDM, não respondeu a tentativas de contacto. Depois de publicado este artigo, contactou o Expresso para explicar que enviou três jornalistas à viagem em causa, na qual ele próprio não participou. “Nenhum deles fez qualquer declaração a órgãos de comunicação social da província de Xinjiang ou participou em vídeos oficiais de autoridades da República Popular da China”, assegura.

Paulo Coutinho, do “Macau Daily Times”, respondeu com uma recusa. “Por enquanto, não quero prestar declarações. Ainda estou a refletir sobre tudo o que me foi dado a ver, de Karamai a Tacheng e a Urumqi, para fazer a minha própria reportagem”. Faltou o “Tribuna de Macau”, que, segundo o diretor, Rocha Dinis, não se juntou à comitiva por falta de pessoal.

Prestaram declarações ao Expresso os jornalistas Dinis Chan, do “Ponto Final”, e Harald Brüning, do “The Macau Post Daily”. “Falámos com os membros do Governo sobre vários temas. Mas não fiz perguntas sobre acusações nas quais não acredito”, diz Brüning ao Expresso.

Sobre a liberdade para decidir onde ir e com quem falar, explica que Xinjiang é do tamanho da Europa Ocidental, para ir de uma cidade a outra tarda-se quatro a cinco horas e um distrito é do tamanho de Portugal. Ri-se e sublinha: “Não estamos na Europa. Estamos na China. Éramos convidados. Não se diz a quem nos convida onde se quer ir. Eu, como outros jornalistas portugueses, vivemos na Ásia há muito tempo. Conhecemos bem os valores. Percebeu a mensagem?”

“Os brancos continuam a pensar que dominam o mundo”

Não é a primeira vez que o jornalista alemão radicado em Macau integra delegações à China a convite oficial. Nem sempre vai, mas desta vez não hesitou, por ser “uma excelente oportunidade”. “Foi a melhor viagem da minha vida”, realça.

A Amnistia Internacional fala em “graves violações de direitos humanos em Xinjiang”

A Amnistia Internacional fala em “graves violações de direitos humanos em Xinjiang”

ozan kose

Ainda sobre a liberdade, neste caso a de expressão, garante que em 40 anos na Ásia nunca foi pressionado — direta ou indiretamente — sobre o que podia publicar acerca de visitas. Deixa um conselho “aos brancos”, como lhes chama. “Conhece o poema ‘The White Man’s Burden’, de Kipling? Devia lê-lo. Essa é a vossa atitude. Os brancos continuam a pensar que dominam o mundo. Há valores asiáticos. Há valores africanos. Há diversos valores no mundo. Devia olhar dessa perspetiva.”

No editorial sobre a estada em Xinjiang, referia que a viagem tinha sido uma expressão de solidariedade dos jornalistas locais com o povo da região, “difamada por separatistas exilados e políticos anti-China no Ocidente”. E garante que “as alegações de genocídio são absurdas”. 

Chan também assegura nunca ter recebido indicações ou avisos sobre o que publicar.”Mas claro que tudo o que nos mostraram é com o objetivo de provar que está tudo bem.” Refere como exemplo a exposição sobre terrorismo e extremismo que viu em Urumqi, capital de Xinjiang. “Havia fotos sensacionalistas e sangrentas, todas de meios chineses. O intuito de Pequim é justificar os métodos. Não é apenas a China que tem tomado medidas para agir contra o terrorismo e extremismo. Os Estados Unidos fazem o mesmo.”

O jornalista do “Ponto Final”, que integrou outras delegações dirigidas à comunicação social, fez perguntas. Procurei perceber o critério, quem é enviado para esses campos de educação, mas não me responderam de forma muito concreta, apenas me disseram que as autoridades decidem.”

Um militar mede a temperatura a um idoso uigur, na cidade chinesa de Kuqa, província de Xinjiang

Um militar mede a temperatura a um idoso uigur, na cidade chinesa de Kuqa, província de Xinjiang

david liu / getty images

O que os jornalistas viram

A ONU estima que mais de um milhão de pessoas tenha sido levada para “centros de reeducação”. Os campos e o fabrico de algodão serão um dos palcos do trabalho forçado. O grupo de jornalistas levado a Xinjiang pelo regime de Pequim intervém num dos vídeos publicados nas páginas oficiais do Governo chinês, em imagens captadas entre Urumqi e Karamay.

“É completamente diferente. Não há pessoas. Explicaram-nos que é tudo feito pelas máquinas. É diferente do que estamos habituados a ver no Ocidente”, refere a delegada da Lusa, Elsa Jacinto, num desses filmes. José Carlos Matias também intervém, com um ramo da planta na mão. “É a primeira vez que estou aqui. Estou a desfrutar bastante do tempo, do ambiente. Também é a primeira vez que estou num campo de algodão. Espero aprender mais sobre o desenvolvimento económico e social de Xinjiang.”

Noutro vídeo, e para resumir a visita a Tacheng, cidade adjacente ao Cazaquistão — país visitado há pouco pelo Presidente chinês, Xi Jinping —, é Carlos Morais José quem fala. “O que vejo é um reforçar da identidade, consubstanciada em diversas culturas, e isto é o futuro do mundo. Cada vez mais partilha, sem prejuízo de se perder cada uma. É o que vejo aqui, forte multiculturalismo. Não vi nenhum genocídio cultural. Pelo contrário”, assegura o diretor do “Hoje Macau”.

“Vejo que há apoio do Governo a todas as identidades locais”, prossegue. E estima que todas essas nacionalidades recebem “apoio maior do que se não houvesse um Governo central”.

Trabalhadores passam do lado de fora do que é apresentado como centro de formação profissional em Dabancheng, na região autónoma de Xinjiang. Organizações de defesa dos direitos humanos garantem tratar-se de uma prisão

Trabalhadores passam do lado de fora do que é apresentado como centro de formação profissional em Dabancheng, na região autónoma de Xinjiang. Organizações de defesa dos direitos humanos garantem tratar-se de uma prisão

reuters

Já o presidente da AIPIM recorda que as visitas a convite das autoridades ao país remontam aos tempos em que Macau ainda era administrada por Portugal. José Miguel Encarnação realça que a prática não é exclusiva da China e considera-a mais uma visita, apesar do destino e das paragens. “É normal que os Estados convidem jornalistas para visitarem províncias ou se acompanhem governantes ao estrangeiro. Temos é de ser profissionais e saber filtrar os factos”, sublinha.

Governo de Macau em silêncio

O relatório sobre a região chinesa divulgado pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU, no último dia do mandato de Michelle Bachelet, 31 de agosto, refere que “a extensão da detenção arbitrária e discriminatória de membros dos uigures e de outros grupos predominantemente muçulmanos […] pode constituir crime internacional, incluindo contra a Humanidade”.

O que é genocídio os Estados Unidos e outras nações, além de analistas e organizações de Direitos Humanos, não passa, para a China, de reforço da segurança para a “luta contra três males”: separatismo, terrorismo e extremismo.

Até à data de publicação do artigo, nenhum meio de comunicação tinha reportagens ou notícias sobre a visita a Xinjiang, exceção feita ao editorial do “Macau Post” e noticiário do Canal Macau. Na peça, o pivô dizia que “o objetivo da visita era que os jornalistas tomassem contacto com a realidade da região, e o desenvolvimento económico e tecnológico”. Acrescentava que “a delegação tinha ficado impressionada com a digitalização da cidade de Karamai”. O Governo de Macau, que também integrou a comitiva, representado pelo Gabinete de Comunicação Social, não respondeu atempadamente às questões do Expresso.

Este artigo foi revisto na manhã de 29 de setembro para incluir explicação enviada, depois da sua publicação, por João Francisco Pinto, diretor do Canal Macau da TDM

Monday, May 16, 2022

Endividamento

 mai22

Bilhões de dólares em dinheiro chinês estão impulsionando algumas economias europeias — mas alguns dos acordos que estão sendo fechados têm um problema.

Os críticos dizem que muitos projetos são "armadilhas da dívida", em que a China tem poder para decidir o que acontece quando os empréstimos não são pagos. Pequim insiste, no entanto, que é um parceiro de investimento confiável.

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/05/15/os-riscos-que-a-europa-corre-ao-se-endividar-com-a-china.ghtml


Thursday, January 27, 2022

Controlo interno

dez22

Onovo regulamento da Administração do Ciberespaço da China, que vai responsabilizar os utilizadores da internet de carregarem no 'gosto' em informações consideradas negativas, entrou esta quinta-feira em vigor.
O organismo regulador promulgou uma nova versão do regulamento no final de novembro, declarando que os 'gosto' são equivalentes a um comentário e, por isso, os autores são igualmente responsáveis perante as plataformas e as autoridades.

https://www.dn.pt/internacional/china-responsabiliza-cliques-no-gosto-em-informacao-considerada-negativa-na-internet-15489449.html

dez222

Para conter a revolta contra a rigorosa estratégia Covid Zero do governo de Pequim, que visa erradicar a pandemia, a polícia chinesa está rastreando os celulares dos manifestantes. Depois de terem participado de protestos em diversas cidades do país, muitos afirmam terem recebido a visita ou telefonemas de agentes de segurança.

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/12/03/china-governo-rastreia-celulares-para-perseguir-manifestantes-contra-covid-zero.ghtml

nov22

Usuários da internet na China em breve serão responsabilizados por curtir postagens consideradas ilegais ou prejudiciais, provocando temores de que a segunda maior economia do mundo planeje controlar as mídias sociais como nunca antes.

A China está intensificando sua regulamentação do ciberespaço à medida que as autoridades intensificam sua repressão à dissidência online em meio à crescente raiva da população contra as rigorosas restrições da Covid-19 no país.

As novas regras entram em vigor a partir de 15 de dezembro, como parte de um novo conjunto de diretrizes publicado pela Administração do Ciberespaço da China (CAC) no início deste mês. O CAC opera sob a Comissão Central de Assuntos do Ciberespaço, presidida pelo líder Xi Jinping.
https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/china-vai-punir-quem-curtir-posts-nas-redes-sobre-protestos-contra-politica-covid-zero/

agot22

Mas enquanto a versão internacional ambientada na década de 1970 em São Francisco conta a história de como o ignóbil Gru ganhou experiência como um criminoso adolescente, os espectadores na China são tratados com um final alternativo onde a polícia vence.

Uma série de imagens com legendas nos créditos assegura ao público que a polícia deteve o mentor de Gru, Wild Knuckles, e prendeu-o durante 20 anos após um assalto fracassado.

No resto do mundo, os espectadores simplesmente veem Knuckles a escapar à polícia, forjando a sua morte no início das cenas finais do filme, mas a versão da China dá um uso positivo na prisão aos seus talentos como vigarista, descobrindo a sua "paixão pela representação" e criando uma companhia de teatro.

https://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/respeito-pela-lei-censura-na-china-muda-final-de-minimos-2-ascensao-de-gru



abr22
China censura vídeo sobre confinamento em Xangai e revolta utilizadores. Depois de o vídeo ter sido censurado, os utilizadores recorreram às redes sociais e começaram a partilhar várias músicas com letras de contestação, entre as quais, "Another Brick In The Wall", do grupo Pink Floyd. https://www.tsf.pt/mundo/china-censura-video-sobre-confinamento-em-xangai-e-revolta-utilizadores-14794648.html

jan22

Os cinéfilos chineses que conhecem a versão original do filme realizado em 1999 por David Fincher, com Edward Norton e Brad Pitt nos principais papéis, mostraram a sua indignação pela alteração da mensagem do filme que se estreou na China numa versão censurada na plataforma de streaming Tencent Video. Use as ferramentas de partilha que encontra na página de artigo.Mas nesta versão agora mostrada na China, as cenas das explosões foram cortadas e aparece um fundo negro com uma mensagem em língua inglesa onde se lê: “A polícia rapidamente descobriu todo o plano e prendeu todos os criminosos, evitando com sucesso a explosão da bomba. Depois do julgamento, Tyler foi mandado para um asilo para lunáticos e recebeu tratamento psiquiátrico. Teve alta do hospital em 2012.”

https://www.publico.pt/2022/01/25/culturaipsilon/noticia/final-alternativo-clube-combate-indigna-espectadores-china-1993086

China restabelece final do filme 'Clube da luta' após indignação com edição. Segundo o jornal South China Morning Post, 11 dos 12 minutos que haviam sido retirados do filme foram reestabelecidos. As cenas que seguem cortadas são as que envolvem nudez. https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2022/02/07/china-restabelece-final-do-filme-clube-da-luta-apos-indignacao-com-edicao.ghtml



Tuesday, January 4, 2022

Confúcio e XJ

 Jan22

rande parte da arquitetura social e política da China se sustentou sobre os pilares do confucionismo. Mas, se para jovens como Wang tornou-se normal homenagear o filósofo, como fizeram os imperadores da China por séculos, é porque há um movimento de reabilitação de Confúcio, iniciado há alguns anos e intensificado sob o governo atual, do presidente Xi Jinping. O pensamento do filósofo agora é parte do discurso oficial, assumindo a fusão de ideologias que de certa forma sempre caracterizou o sistema político implantado pelo Partido Comunista da China (PCC). O resultado dessa alquimia é um Estado “leninista confucionista” na definição do influente sinólogo americano Lucian Pye, marcado pela tensão entre o revolucionário e o conservador, o passado e o futuro, uma versão do materialismo dialético de Karl Marx com características chinesas.

A volta à cena não foi livre de percalços. Em 2011, uma estátua de oito metros de Confúcio foi inaugurada na Praça da Paz Celestial, o coração de Pequim. A homenagem gerou controvérsia: de um lado, críticos do filósofo que ainda o consideram um símbolo do reacionarismo burguês; de outro, membros da família Kong, que não gostaram de ver a imagem de seu antepassado a poucos metros do túmulo de Mao. A estátua acabou sendo removida para um canto pouco visível do Museu Nacional da China. Em 2019, foi transferida para uma ala de personagens influentes da história. Sob o governo de Xi, a reabilitação que havia sido iniciada por seus antecessores tem ficado cada vez mais explícita.

O que antes era politicamente incorreto agora é politicamente conveniente. Considerado um dos mais respeitados sinólogos em atividade, David Shambaugh começou a visitar a China nos anos 1980. Ele vê uma semelhança entre as antigas dinastias e o centralismo do atual governo, tanto que em seu mais recente livro com perfis dos líderes chineses desde 1949 (“From Mao to Now”), Xi é chamado de “imperador moderno”. Mas a intensa promoção de Confúcio que o presidente lidera é algo que ainda o deixa intrigado.

— Xi vê a China como uma longa civilização. Ele não quer dissociar o passado do presente, ao contrário de Mao, para quem o passado da China era exatamente o problema do presente. Xi quer continuidade com o passado histórico. O confucionismo é um atalho para isso — diz Shambaugh, professor da Universidade George Washington.

Em novembro de 2013, menos de um ano após assumir a liderança do PCC, Xi repetiu a tradição imperial e fez uma visita a Qufu, onde exaltou a importância dos ensinamentos de Confúcio. Em seguida, o líder chinês emendou participações em vários outros eventos ligados ao filósofo, incluindo um no Grande Salão do Povo, o principal local de cerimônias nacionais. Foi um sinal claro de que o PCC queria mostrar ao mundo que Confúcio está de volta, observa Jiang Yi-Huah, ex-primeiro-ministro de Taiwan e um especialista em confucionismo político.

Xi chegou a dizer que os comunistas chineses sempre foram “herdeiros e defensores” da filosofia de Confúcio. “Mao Tsé-tung não acreditaria em seus ouvidos se estivesse vivo para ouvir o discurso de Xi”, comenta Jiang em um artigo. A conclusão é de que Mao mantém sua importância no panteão comunista, mas Confúcio é valioso para o PCC como forma de legitimar seu poder, diz Li Chenyang, professor de filosofia chinesa da Universidade Tecnológica Nanyang, em Cingapura.

— O governo usa o confucionismo para se legitimar. Não tem a ver com o bem e o mal. Política é poder. Os filósofos antigos como Confúcio estavam preocupados com a virtude humana e com uma sociedade harmoniosa, não pensavam no poder político. Há um conflito entre o que é correto moralmente e o poder político. Algo bom pode sair dessa reabilitação de Confúcio, mas em última instância não se pode confiar nos políticos. O objetivo deles é manter o poder.

https://oglobo.globo.com/mundo/com-xi-jinping-confucio-volta-com-tudo-para-legitimar-poder-comunista-25336451

Sunday, November 28, 2021

Taiwan

 jun22

O ministro da Defesa chinês, Wei Fenghe, alertou hoje durante uma reunião em Singapura com o homólogo norte-americano, Lloyd Austin, que Taiwan é território da China, que "esmagará de forma determinada" qualquer tentativa de independência da ilha.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2014322/china-adverte-eua-que-esmagara-tentativa-de-independencia-de-taiwan


nov21


Why wiping out Hong Kong's opposition may have cost China a whole generation in Taiwan.
https://edition.cnn.com/2021/11/26/asia/taiwan-hong-kong-china-opposition-intl-hnk-dst/index.html

Thursday, October 21, 2021

XJ

set22

A imagem da China nos países desenvolvidos "piorou" desde que o Presidente chinês, Xi Jinping, assumiu o cargo, em 2013, algo que se agravou com a pandemia da doença covid-19, indicou hoje um estudo do instituto Pew Research Centre.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2082742/imagem-da-china-piorou-desde-que-xi-jinping-assumiu-poder


nov21

Partido Comunista chinês endeusa Xi Jinping em resolução histórica. Comité Central do PCC abre caminho para o Presidente chinês perpetuar o seu poder e coloca-o no mesmo pedestal de Mao e Deng. “A liderança de Xi foi decisiva para o grande rejuvenescimento da nação chinesa”, diz o texto da resolução. https://www.publico.pt/2021/11/11/mundo/noticia/partido-comunista-chines-endeusa-xi-jinping-resolucao-historica-1984606

 nov21

REESCREVER HISTORIA

Xi Jinping pode aproveitar esta resolução para “limpar os momentos da História de que não gosta”, em particular os excessos das reformas económicas, lançadas no final da década de 1970, apontou o sinólogo Chris Johnson, do Centro para Estudos Internacionais de Estratégia, unidade de investigação com sede em Washington.

Durante o seu século de existência, o PCC adoptou apenas duas resoluções sobre a História do Partido: uma em 1945, quatro anos antes de Mao assumir o poder, e a outra em 1981, quando Deng Xiaoping lançou as reformas que converteram a China na segunda maior economia do mundo.

Deng aproveitou a oportunidade para virar a página sobre o Maoísmo, ao criticar os excessos do seu antecessor, como a industrialização forçada do “Grande Salto em Frente” e o caos da “Revolução Cultural”. Xi Jinping “vai fazer com Deng o que Deng fez com Mao, ao criticar os excessos da política de reforma e abertura”, apontou Chris Johnson. Isto encaixaria na campanha para limitar a actuação do sector privado, que afectou já os gigantes da Internet e do imobiliário. https://pontofinal-macau.com/2021/11/09/partido-comunista-da-china-inicia-reuniao-chave-para-consolidar-poder-de-xi-jinping/


out21O líder chinês Xi Jinping deve fazer história no Partido Comunista Chinês, no próximo mês, ao chefiar um projeto de resolução oficial sobre "as principais conquistas e experiências históricas" do partido desde a sua fundação, há 100 anos. Esta é a terceira vez que o Partido Comunista Chinês publica um documento do tipo, o que colocaria Xi como chefe com a autoridade necessária para reinterpretar formalmente a história moderna da China ao lado de outros líderes populares do país - tais quais Mao Tsé-tung, em 1945, e Deng Xiaoping, em 1981.~https://www.opovo.com.br/noticias/mundo/2021/10/19/na-china-partido-comunista-deve-elevar-xi-jinping-e-equipara-lo-a-mao-tse-tung.html

Tuesday, December 22, 2020

em defesa (internacional) da China

maio21
China's expanding influence in UN (LINK)

China's ascendancy in the UN seems almost unquestioned. A study by Gateway House has traced China's expanding influence in the world body, its related bodies, and influential non-UN multilateral bodies. The research was conducted over four months in 2020-21, studying the most important multilateral agencies in the world including UN agencies, funds and programmes, as well as non-UN security, finance, and scientific agencies. The findings revealed that China is in a dominant position in several critical multilateral bodies, in both personnel and funding.


 Kishore Mahbubani Diplomata e académico identifica uma impreparação estratégica, diplomática e emocional dos EUA para lidar com a China e diz que os norte-americanos ainda estão agarrados às armas com que dominaram o século XX. "A China não tem aspirações de liderança mundial, só quer ser respeitada enquanto grande potênciaO título do último livro do diplomata e académico Kishore Mahbubani é propositadamente provocador: A China já Ganhou? A pergunta, como assume o próprio, implica, no entanto, uma outra, potencialmente mais provocadora até: "Os Estados Unidos podem perder?" É o desafio a que se propôs o investigador do Asia Research Institute e antigo diplomata de Singapura quando decidiu escrever sobre o conflito Estados- China, numa obra editada em Portugal pela editora Bertrand. http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId=%7B40F31C1A-D68B-4245-B2A5-485110038348%7D&utm_source=pt-news&utm_medium=newsletter 

Friday, October 9, 2020

Imagem externa da China

nov22

O jornalista da BBC Ed Lawrence foi esbofeteado, pontapeado, detido e depois libertado pelas autoridades chinesas, durante a cobertura dos protestos contra a política restritiva "covid zero", em Xangai, na China.
A notícia foi avançada pela emissora pública britânica que se mostrou "extremamente preocupada" com a detenção do jornalista.
https://www.jn.pt/mundo/jornalista-da-bbc-foi-espancado-pela-policia-durante-a-cobertura-dos-protestos-na-china--15393900.html


mai21
Como a China usou a imprensa para disseminar sua narrativa sobre a covid.Cobertura ficou mais positiva ao país. Imagem melhora sobretudo na Europa. Sites republicam agências chinesas. Beijing paga viagens a jornalistas. Uma nova pesquisa publicada nesta semana pela IFJ (Federação Internacional de Jornalistas), escrita por Louisa Lim, da Universidade de Melbourne, e Johan Lidberg, da Universidade de Monash, descobriu que a imagem internacional de Beijing se beneficiou da pandemia, apesar de a covid-19 ter começado na cidade de Wuhan.

Mais da metade dos 50 países pesquisados no fim de 2020 apontaram que a cobertura jornalística sobre a China se tornou mais positiva em seus veículos nacionais desde o início da pandemia, enquanto menos de 25% observaram uma cobertura mais negativa. https://www.poder360.com.br/nieman/como-a-china-usou-a-imprensa-para-disseminar-sua-narrativa-sobre-a-covid/


mai21
Investigadores alertam que China terá plano para passar narrativa estatal nos media de todo o mundo. A empresa italiana de média Mediaset não tem correspondente próprio na China, mas estabeleceu um contrato formal com órgãos de comunicação estatais para reportar a partir da China. A cooperação chegou ao fim, porém, depois de a empresa ter divulgado a teoria de que o coronavírus teria tido origem numa fuga de um laboratório chinêshttps://www.tsf.pt/mundo/china-tera-plano-para-implantar-a-narrativa-chinesa-na-comunicacao-social-de-todo-o-mundo-13702803.html
 A China, a segunda maior economia do mundo, o maior país em desenvolvimento com 1,4 bilhão de habitantes, quase um quinto do total mundial, com uma civilização ininterrupta de 5.000 anos, é merecedora de um lugar na cobertura mediática internacional, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying . https://www.brasil247.com/mundo/china-reivindica-mais-espaco-na-midia-internacional


dez20

Cumprindo a promessa do presidente Xi Jinping de “um bem público mundial”, a China começou a distribuir suas vacinas em todos os cantos do planeta, para tentar melhorar sua imagem um ano depois do surgimento do novo coronavírus em seu territóriohttps://www.istoedinheiro.com.br/china-adota-diplomacia-da-vacina-para-melhorar-sua-imagem/

Out20

O inquérito, que abrangeu 14 países democráticos com economias desenvolvidas, mostrou que a maioria das pessoas tem uma visão desfavorável sobre a China. https://executivedigest.sapo.pt/estudo-mostra-que-opinioes-negativas-sobre-a-china-aumentaram-nos-paises-democraticos/ 

O Governo chinês denunciou hoje as "mentiras" de "certos políticos norte-americanos" para explicar o aumento de perceções negativas sobre a China em vários países democráticos, revelado por um inquérito do Pew Research Centre.
https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1601144/china-culpa-mentiras-de-politicos-norte-americanos-por-imagem-negativa


Thursday, September 10, 2020

COVID

jan23

China suspendeu ou fechou as contas de mídia social de mais de mil críticos das políticas do governo em relação ao surto de Covid-19, enquanto o país se move para reverter as severas restrições adotadas pela política de tolerância zero contra a doença.

A popular plataforma de mídia social Sina Weibo disse que abordou 12.854 violações, incluindo ataques a especialistas, acadêmicos e trabalhadores médicos, e emitiu proibições temporárias ou permanentes em 1.120 contas.

O governo confiou amplamente na comunidade médica para justificar seus rígidos bloqueios, medidas de quarentena e testes em massa, quase todos abandonados abruptamente no mês passado, levando a um aumento de novos casos que levaram os recursos médicos ao limite. O partido não permite críticas diretas e impõe limites estritos à liberdade de expressão.
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/01/07/china-suspende-contas-em-redes-sociais-de-criticos-as-politicas-contra-covid-19.ghtml



dez22

Xi Jinping anuncia "nova fase" no combate à Covid-19 na China e diz que é "natural" haver diferentes opiniões no país

“No presente, a prevenção e controlo da epidemia está a entrar numa nova fase”, disse Xi, segundo a agência Reuters. “Ainda é um tempo de luta, toda a gente está a perseverar e a trabalhar no duro, e a aurora está adiante.” O discurso foi feito na reunião de Ano Novo do Comité Nacional da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês — o Ano Novo chinês, porém, só se celebra a 23 de janeiro.

O discurso foi emitido este sábado, um dia depois de Xi ter feito as suas primeiras declarações públicas sobre a mudança de estratégia das autoridades chinesas no combate ao vírus. Nas últimas semanas, Pequim relaxou a sua política de “tolerância zero” à Covid-19, na sequência de fortes protestos populares em várias cidades chinesas.

Na sexta-feira, Xi Jinping admitiu que a China adaptou a estratégia “à luz da situação em evolução”. “Com esforços extraordinários, prevalecemos sobre dificuldades sem precedentes e desafios, e não foi uma jornada fácil para ninguém”, admitiu o Presidente — um “reconhecimento raro” da dureza da política até aqui adotada de confinamentos obrigatórios, como classifica a agência Bloomberg.

No discurso deste sábado, o Presidente chinês foi ainda mais longe ao referir-se subtilmente aos protestos de que foi alvo, dizendo que “é apenas natural” que num país com tantos habitantes (1,4 mil milhões de pessoas) haja “diferentes visões”. “O que importa é que construamos um consenso através da comunicação e da consulta”, decretou Xi.

https://observador.pt/2022/12/31/xi-jinping-anuncia-nova-fase-no-combate-a-covid-19-na-china-e-diz-que-e-natural-haver-diferentes-opinioes-no-pais/

nov22

“Abaixo, Xi Jinping! Abaixo, Partido Comunista”. Protestos aumentam na China contra estratégia de tolerância zero

https://cnnportugal.iol.pt/covid-19/china/abaixo-xi-jinping-abaixo-partido-comunista-protestos-aumentam-na-china-contra-estrategia-de-tolerancia-zero/20221127/63839d9d0cf2254fb284fb70

jan21
Numa rara crítica a Pequim, o diretor da OMS afirmou estar "desapontado" com as autoridades chinesas, por não terem ainda permitido a entrada de uma equipa de especialistas que vai investigar as origens da covid-19. A China negou, entretanto, ter impedido especialistas da OMS de entrarem no país
https://www.dn.pt/internacional/oms-desiludida-com-atraso-na-aprovacao-de-entrada-de-especialistas-na-china-13198781.html
China nega ter impedido especialistas da OMS de entrarem no país. A China negou hoje ter impedido a entrada no país de uma equipa de especialistas que vai examinar as origens da Covid-19 e garantiu que as discussões com a Organização Mundial da Saúde (OMS) prosseguem. "A China está em contacto com a OMS para que especialistas possam visitar o país. A China está a trabalhar muito nas ambiciosas tarefas de prevenção, mas ainda enfrenta dificuldades para acelerar os preparativos, algo que a OMS sabe perfeitamente bem", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying.
https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1659348/ao-minuto-parlamento-vota-emergencia-especialistas-barrados-na-china 

DEZ20
O número de pessoas contaminadas pelo coronavírus em Wuhan, cidade chinesa da província de Hubei considerada a origem da pandemia, teria sido dez vezes superior ao balanço oficial anunciado até o momento pelas autoridades de Pequim, de acordo com um estudo do Centro Chinês para o Controle e a Prevenção de Doenças.... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2020/12/30/china-contaminados-por-covid-19-em-wuhan-seriam-10-vezes-mais-do-que-o-anunciado.htm?cmpid=copiaecola


dez20
Covid-19: China condena ex-advogada que noticiou surto em Wuhan nas redes sociais. Zhang Zhan foi acusada de “causar distúrbios” e “problemas”. Através das redes sociais, partilhou informação sobre a resposta de Wuhan à pandemia de covid-19.
https://www.publico.pt/2020/12/28/mundo/noticia/covid19-china-condena-prisao-zhang-zhan-reportou-surto-wuhan-1944345
Zhang Zhan, de 37 anos, a primeira jornalista cidadã que se sabe ter sido julgada, é parte de um punhado de pessoas cujos relatos em primeira mão de hospitais lotados e ruas vazias pintou um quadro mais sombrio do epicentro da pandemia do que a narrativa oficial. “Não entendo. Tudo que ela fez foi dizer algumas palavras verdadeiras, e por isso pegou quatro anos”, disse Shao Wenxia, a mãe de Zhang, que acompanhou o julgamento com o marido.
https://br.reuters.com/article/china-jornalista-prende-idBRKBN29218F-OBRTP






dez20

Documentos mostram como a China censurou a informação sobre o novo coronavírus

https://www.publico.pt/2020/12/19/mundo/noticia/documentos-mostram-china-censurou-novo-coronavirus-1943651


set20

O Presidente chinês defendeu esta terça-feira que a China passou o “teste histórico” do novo coronavírus, após ter erradicado a doença do seu território, numa altura em que já matou cerca de 900 mil pessoas em todo o mundo. A propaganda oficial do regime celebra há vários meses a gestão do Partido Comunista Chinês (PCC) do surto, inicialmente detetado no país, em dezembro passado. A China registou, oficialmente, 4.634 mortes desde o início da epidemia, e há 23 dias consecutivos que não soma casos de contágio local. LINK

Saturday, August 8, 2020

Desinformação

nov22

Como a China está a contar a história do encontro entre Xi e Biden (sim, é diferente da versão americana)

https://cnnportugal.iol.pt/cimeira-de-bali/biden/como-a-china-esta-a-contar-a-historia-do-encontro-entre-xi-e-biden-sim-e-diferente-da-versao-americana/20221115/63733e0d0cf255d6e13a7f40

 nov22

China cancela intervenção de presidente do conselho europeu na abertura de feira em Xangai

Na mensagem de vídeo pré-gravada, Charles Michel criticava a guerra na Ucrânia e apelava uma menor dependência comercial da UE em relação à China.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/china-cancela-intervencao-de-presidente-do-conselho-europeu-na-abertura-de-feira-em-xangai


ago21

Uma rede de mais de 350 perfis falsos em redes sociais procurou, até ser detetada, aumentar a influência do Governo chinês e descredibilizar os seus críticos. O alerta foi levantado por uma entidade independente dedicada a identificar e expor operações de desinformação. Os Estados Unidos eram o principal alvo da rede, que procurava deslegitimar o Ocidente.

O Centro para a Resiliência da Informação (CIR, na sigla original) descobriu que uma rede composta por quase quatro centenas de perfis falsos fez circular caricaturas de várias figuras de críticos do Partido Comunista chinês, entre as quais o magnata e ativista Guo Wengui.
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/china-rede-de-perfis-falsos-procurava-aumentar-influencia-chinesa-e-atacar-opositores_n1340438 + https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2021/08/como-esquema-de-perfis-falsos-espalha-propaganda-pro-china-em-4-redes-sociais.html 

mai21

XINHUA Hua disse que a Agência de Notícias Xinhua é uma agência de renome mundial com quase 90 anos de história. Seguindo as regras habituais de operação, fornece serviço de notícias confiável e profissional a usuários globais. A cooperação com outras agências de notícias não é diferente da AP, Reuters, AFP, Kyodo, entre outras. “Ninguém pode privar a media chinesa como a Xinhua do seu direito de intercâmbio e cooperação só porque é da China, um país socialista. Acusar a Xinhua de se envolver em intercâmbios e cooperação com outras agências apenas com base nisso consiste num viés ideológico e discriminação política “, disse. https://hojemacau.com.mo/2021/05/13/china-merece-um-lugar-na-cobertura-mediatica-internacional-diz-mne/ 

set20

China quer mudar o relato da pandemia com Wuhan como protagonista LINK


Ago20

Google revelou ter apagado mais de 2500 canais do YouTube, num esforço para combater as campanhas de desinformação na plataforma. Esta informação surge numa altura em que as relações entre os EUA e China estão numa tensão crescente, sobretudo devido à situação da potencial suspensão da TikTok em território americano. A Alphabet revelou que a maior parte dos canais estavam carregados de spam e conteúdo não político, mas que uns poucos tinham temas políticos. A informação de quais os canais afetados não foi revelada, mas a Google revelou que estes estavam ligados a uma atividade semelhante no Twitter e a uma campanha de desinformação detetada pela empresa de analytics Graphika. https://visao.sapo.pt/exameinformatica/2020-08-07-google-apaga-2500-canais-de-youtube-ligados-a-china-por-desinformacao/

Sunday, August 2, 2020

GPS Beidou

A China está a comemorar a conclusão do seu Sistema de Navegação por Satélite BeiDou, que pode rivalizar com o Sistema de Posicionamento Global dos Estados Unidos e aumentar a segurança e influência geopolítica do país. O Presidente chinês e líder do Partido Comunista e das forças armadas, Xi Jinping, conferiu oficialmente o sistema esta sexta-feira, durante uma cerimónia no Grande Palácio do Povo, em Pequim. A cerimónia ocorreu após a confirmação de que o 55.º e último satélite geoestacionário da constelação do Beidou, lançado em 23 de junho, começou a operar após a conclusão de todos os testes.
O satélite completou a rede de 35 dispositivos de terceira geração (BDS-3) do sistema Beidou, lançado pelo país asiático, em 2015, para oferecer cobertura de posicionamento global. https://expresso.pt/internacional/2020-07-31-A-China-ja-tem-o-seu-GPS--chama-se-BeiDou--e-e-mais-uma-arma-na-guerra-com-os-EUA

Tuesday, July 28, 2020

Espionagem

Foi assim que Dickson Yeo acabou se tornando um agente chinês — um espião que usaria o LinkedIn, uma página falsa de uma consultoria e a personalidade de um "pesquisador curioso" para ludibriar seus alvos americanos. Cinco anos depois, em julho de 2020, em um cenário de tensão crescente entre Washington e Pequim, ele se declarou culpado em um tribunal americano e confessou ser um "agente ilegal de uma potência estrangeira". https://epoca.globo.com/mundo/espiao-da-china-recrutava-informantes-americanos-no-linkedin-24552616

Wednesday, July 22, 2020

Quando a internet for Chinesa

set21
urante os últimos 25 anos, Zhao Wei protagonizou várias séries e filmes, lançou alguns discos pop e realizou também longas-metragens. Ganhou um Golden Eagle (o equivalente ao Prémio Emmy) e conquistou, assim, um lugar privilegiado nos corações dos telespetadores chineses. Só na rede social Weibo - o Twitter chinês - Zhao conseguiu juntar mais de 86 milhões de seguidores. Mas, de um momento para o outro, estes feitos passaram a existir apenas na memória daqueles que conheciam a artista: a partir do final de agosto encontrar vestígios digitais de Zhao Wei na China tornou-se praticamente numa missão impossível. https://www.jn.pt/mundo/contra-a-cultura-das-celebridades-a-nova-era-da-censura-chinesa-14169483.html

jan21

Beijing updates internet regulation to include a wide swathe of services, fake news and fraud.A comprehensive update to China’s internet services regulation details the services covered and banned activities. Usage of search engines, instant messaging, online payments and more could violate the law even if conducted from overseas servers.
https://www.scmp.com/tech/policy/article/3117015/beijing-updates-internet-regulation-include-wide-swath-services-fake



Inside China’s controversial mission to reinvent the internet. Huawei is developing the technology for a new network. But what does this mean for the rights of users? https://www.ft.com/content/ba94c2bc-6e27-11ea-9bca-bf503995cd6f

ou20
A Administração do Ciberespaço da China exigiu que os fornecedores de serviços móveis do país acabem com a "publicação de informações negativas que violem os valores" do "socialismo". https://observador.pt/2020/10/27/china-quer-acabar-com-caos-na-internet/

Sunday, July 12, 2020

A estratégia geral

DEz21
UMA IDEIA  de DEMOCRACIA

Em 4 de Dezembro pp., o Conselho de Estado da República Popular da China divulgou um documento intitulado "China: Democracy that Works", o qual vem, aliás, na linha de um outro livro branco publicado em 2005, cujo título foi então "Building a Political Democracy in China". Quando este foi lançado era Hu Jintao o Presidente da China e Secretário-Geral do Partido Comunista Chinês.

O lançamento deste livro branco no início de Dezembro ocorreu como resposta e dias antes da "Summit for Democracy" (Cimeira para a Democracia) promovida por Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos da América.

Trata-se de um documento extenso no qual, logo a abrir, se refere que “a democracia é um valor comum da humanidade e um ideal que sempre foi acarinhado pelo Partido Comunista Chinês e o povo chinês”. Se alguém duvidava tem ali a resposta. E depois continua no mesmo registo, de tal forma que no final qualquer leitor menos crente estará seguramente convertido à “democracia chinesa”.

E de tal modo assim é que sendo o estado chinês definido como uma “ditadura democrática popular”, os autores do documento logo se apressam a esclarecer que aquilo que poderia à partida parecer uma contradição nos seus próprios termos, afinal não o é, porque a “democracia e a ditadura garantem que seja o povo o senhor do país", havendo uma pequena minoria que é “sancionada no interesse da grande maioria”, de tal forma que a “ditadura” (com aspas no texto original) “serve a democracia” (esta sem aspas).

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/pensamento-da-semana-13431002




maio21

A China está se transformando no maior “Estado de vigilância” da história, e as democracias precisam contê-la, afirmou nesta terça (4) Hillary Clinton, ex-secretária de Estado dos EUA (2009-2013).

“É tão ‘1984’ [romance distópico do britânico George Orwell que descreve um Estado dominado pelo Grande Irmão]! Milhões de chineses estão sendo constantemente controlados, advertidos, punidos. Está saindo do controle”, afirmou a política americana, fazendo menção ao uso pelo governo chinês de câmeras de vigilância, reconhecimento facial e monitoramento de celulares e dados.

Recentemente, a polícia chinesa também passou a colher amostras de sangue de cerca de 700 milhões de homens e meninos para construir um mapa genético de sua população masculina. O dispositivo será usado como nova ferramenta de controle. Em debate sobre o futuro das democracias liberais promovido pela Chatham House —instituto de análise independente sediado no Reino Unido—, Hillary citou também Rússia e grandes companhias de tecnologia (as chamadas big techs) como ameaças contra as quais líderes democráticos devem combater.

No caso da China, diz ela, é preciso exigir responsabilidade climática, controle de armas e respeito aos direitos humanos. “Sobre Hong Kong, há apenas um silêncio enorme. Os chineses simplesmente romperam o acordo [feito com os britânicos em garantia de direitos civis] e não se ouviu revolta.” Para Hillary, a timidez do Ocidente em relação ao país asiático se deve à dependência econômica, que precisa ser desarticulada, mesmo que à custa de subsídios —para incentivar empresas a retomarem sua produção fora da China.

“Na pandemia, ficamos reféns da misericórdia chinesa. Está claro que temos que reconstruir nossas cadeias de suprimento, e chega de dizer que isso fere a economia de mercado. A China não é uma economia de mercado, é impossível concorrer nesses termos.”

De óculos e cabelos lisos na altura dos ombros, Hillary gesticula como punho direito e fala a microfone De óculos e cabelos lisos na altura dos ombros, Hillary gesticula como punho direito e fala a microfone Hillary Clinton, ex-secretária de Estado dos Estados Unidos - Mandel Ngan - 23.jan.2013/AFP

Se o país asiático é um “Estado de vigilância”, empresas globais de tecnologia formam um “capitalismo de vigilância”, definiu ela, baseado no que chamou de "ecossistema conspiratório movido por algoritmos".

Hillary considera importantes as iniciativas para controlar as big techs —como tributação, normas de concorrência e de acesso a dados—, mas duvida que elas sejam suficientes. “A vigilância é algo tão engrenado no funcionamento dessas companhias que talvez seja necessário mudar suas estruturas, pelo bem da democracia”, disse.

O modelo das redes sociais, que coleta informações sobre os usuários e permite que empresas e entidades as usem para direcionar anúncios —com fins comerciais ou políticos—, está sendo usado por líderes irresponsáveis para aprofundar a desinformação e a polarização e minar sociedades democráticas, afirma Hillary.

O governo da Rússia sob Vladimir Putin é um dos principais manipuladores dessa ferramenta, segundo a ex-secretária de Estado. “Já está clara a interferência em eleições americanas, na campanha do brexit, no apoio a candidaturas em países europeus, mas, apesar disso, continua acontecendo”, disse.

Para Hillary, o sucesso russo em manipular a opinião pública em outros países sem sofrer consequências incentiva outros governos autocráticos e ditaduras, como Irã e Coreia do Norte, a fazer o mesmo.

Além de uma resposta mais dura de governos ocidentais, ela cobrou mais responsabilidade da mídia. “Assuntos graves são facilmente esquecidos, e as mesmas figuras que mentiram nas eleições são entrevistadas agora sem que ninguém questione suas falsidades.”

​Salvar uma democracia que ela considera em crise vai exigir não só o conteúdo certo mas também uma nova forma de se engajar com o público, na opinião de Hillary. “Os jovens de 20 anos cresceram vendo os valores democráticos sendo postos em dúvida, e não é simples falar com eles. Política pública é um assunto chato.”

Para a ex-secretária, uma das saídas pode ser a linguagem de entretenimento. “[O ex-presidente Donald] Trump era basicamente entretenimento e atraía a atenção do público. E continua atraindo até hoje”, disse. https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/05/china-implanta-1984-na-pratica-e-ocidente-precisa-impedir-diz-hillary.shtml 


jan21
“A China mente e engana a comunidade internacional há meio século”
https://expresso.pt/internacional/2021-01-14-A-China-mente-e-engana-a-comunidade-internacional-ha-meio-seculo

out20
De acordo com o analista Daniel Ahmad da Niko Partners esta censura no jogo não é uma surpresa, uma vez que os jogos devem eliminar “qualquer coisa que ameace a unidade nacional da China”. “Os jogos desenvolvidos na China têm de obedecer com uma série de conteúdo e regras de censura devido a leis e regulamentos”, aponta Ahmad. https://www.noticiasaominuto.com/tech/1599650/jogo-chines-censura-conversas-com-referencia-a-taiwan-e-hong-kong

jul20
A China é, atualmente o maior mercado digital do mundo. De acordo com a eMarketer, é líder no comércio eletrónico, mcomércio e comércio social Considerando o total das vendas mundiais de comércio eletrónico da Amazon, que estima-se que seja 416,48 mil milhões de dólares este ano, e ao se comparar com os valores da JD.com, estima-se que está transacione quase o mesmo, só na China. O valor bruto da mercadoria (GMV), não é o mesmo que receitas ou lucros, ou seja, a Amazon adquire um valor monetário de uma forma muito mais eficiente do que Alibaba ou JD.com, por exemplo, entanto o volume de transações é inferior. http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId=%7B643A4939-3CCD-45E6-A4C6-76C5A3DF85CC%7D&utm_source=pt-news&utm_medium=newsletter
 

jul20
China está a montar um "perigoso jogo" de sedução e de provocação. A China está a montar um perigoso e delicado jogo de sedução e de provocação, envolvendo aliados e adversários, para se afirmar como a grande potência do século XXI, dizem analistas consultados pela Lusa.  Alguns analistas consultados pela Lusa consideram que a China está a tentar aproveitar uma janela de oportunidade provocada pela pandemia de covid-19 e pela instabilidade política a ocidente, para procurar afirmar-se como a grande potência do século XXI, desafiando aliados e adversários numa estratégia de sedução e provocação. https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1527503/china-esta-a-montar-um-perigoso-jogo-de-seducao-e-de-provocacao

Thursday, July 9, 2020

Tik tok

12/9
O governo de Pequim não quer que a ByteDance venda as suas operações nos EUA e prefere que o TikTok seja mesmo encerrado do que perder o controlo sobre a rede social dos vídeos curtos https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/mercados/2020-09-12-china-prefere-encerramento-da-tiktok-nos-eua-do-que-a-venda/

5/8

Através do Diário da China, jornal considerado como próximo do Governo, as autoridades de Pequim fizeram saber que não estão dispostas a compactuar com o que apelidam de um “roubo”. E dizem mesmo que a venda imposta por Washington não deixa outra alternativa senão “a submissão ou um combate mortal no reino das tecnologias”. Pelo que se adivinham tempos conturbados para as tecnológicas americanas em solo chinês.

Esta segunda-feira a gigante tecnológica norte-americana avançou que tem intenções de adquirir o Tik Tok depois de Donald Trump ter anunciado que pretende banir a aplicação do país. https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/china-promete-retaliar-se-microsoft-avancar-com-roubo-do-tik-tok-621893


8/7/
A administração Trump -- cujo presidente se referiu recentemente ao novo coronavírus como "Kung Flu", uma expressão vista como racista -- poderá vir a seguir os passos do executivo indiano e proibir aplicações móveis chinesas como o TikTok. Pompeo afirmou em entrevista à Fox News que estão a levar o tema "muito a sério" e "realmente a considerar" proibir esta aplicação de criação e partilha de vídeos de curta duração. Pompeo disse que os Estados Unidos têm estado a trabalhar nos "problemas" da tecnologia chinesa. No que respeita ao TikTok, no final de 2019 as forças armadas proibiram os militares de utilizarem a aplicação. "É vista como uma ciberameaça", disse o porta-voz do exército Robin Ochoa ao Military.com. Se os alarmes soaram antes nas publicações especializadas de tecnologia, o aviso ao nível geopolítico surgiu em janeiro de 2019. "Ignorar o alcance destas aplicações pode revelar-se um erro fatal. A omnipresença das plataformas sociais e a profundidade da informação dos utilizadores que recolhem tornam-nas ferramentas muito poderosas tanto para a espionagem como para a manipulação da opinião pública. O TikTok per se pode nunca expandir o seu alcance além dos adolescentes, mas é apenas uma questão de tempo até que uma aplicação chinesa com maior apelo chegue aos mercados dos EUA e da UE", conclui um texto de Claudia Biancotti publicado pela Peterson Institute for International Economics.

Wednesday, July 8, 2020

Silenciamento de opositores

jan23

China suspendeu ou fechou as contas de mídia social de mais de mil críticos das políticas do governo em relação ao surto de Covid-19, enquanto o país se move para reverter as severas restrições adotadas pela política de tolerância zero contra a doença.

A popular plataforma de mídia social Sina Weibo disse que abordou 12.854 violações, incluindo ataques a especialistas, acadêmicos e trabalhadores médicos, e emitiu proibições temporárias ou permanentes em 1.120 contas.

O governo confiou amplamente na comunidade médica para justificar seus rígidos bloqueios, medidas de quarentena e testes em massa, quase todos abandonados abruptamente no mês passado, levando a um aumento de novos casos que levaram os recursos médicos ao limite. O partido não permite críticas diretas e impõe limites estritos à liberdade de expressão.
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/01/07/china-suspende-contas-em-redes-sociais-de-criticos-as-politicas-contra-covid-19.ghtml



nov21

Zhang, de 38 anos, está em greve de fome, depois de ter sido sentenciada a quatro anos de prisão, no final de 2020, por "causar desordem pública", acusação frequentemente usada na China contra dissidentes políticos. Em fevereiro de 2020, a ex-advogada, de Xangai, foi a Wuhan para reportar a situação vivida naquela cidade de 11 milhões de habitantes, poucos dias depois do início da aplicação de um confinamento rígido. As imagens então divulgadas pela "jornalista cidadã", de pacientes acamados no corredor de um hospital superlotado, deram um raro vislumbre das condições sanitárias naquela cidade. https://www.jn.pt/mundo/jornalista-condenada-por-cobrir-surto-de-covid-19-na-china-esta-a-beira-da-morte-14291488.html nov21 A missão diplomática chinesa em Genebra classificou de "irresponsáveis" e "erróneos" os argumentos apresentados na sexta-feira pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), que exigiu a libertação de Zhang Zhan, de 38 anos.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1877078/china-pedido-de-libertacao-de-jornalista-cidada-e-irresponsavel

jun21
China persegue e intimida estudantes chineses pró-democracia na Austrália. https://sicnoticias.pt/mundo/2021-06-30-China-persegue-e-intimida-estudantes-chineses-pro-democracia-na-Australia-2223806a


jan21
Após criticar China, fundador do Alibaba não é mais visto em público
https://www.istoedinheiro.com.br/apos-criticar-china-fundador-do-alibaba-nao-e-mais-visto-em-publico/


27/9
Xi Jinping: o que a China faz aos uigures é “correcto” e vai continuar “muito tempo” https://www.publico.pt/2020/09/26/mundo/noticia/xi-jinping-china-faz-uigures-correcto-vai-continuar-tempo-1933012 
7/7

As autoridades chinesas detiveram esta segunda-feira um professor de direito que publicou ensaios a criticar o presidente Xi Jinping pela pandemia de coronavírus e os seus esforços para consolidar o poder, informaram amigos próximos do professor. Xu Zhangrun, um raro crítico aberto do governo na academia altamente censurada da China, foi retirado de sua casa no subúrbio de Pequim por mais de 20 pessoas, disse um dos seus amigos, sob a condição de anonimato. Xu publicou um ensaio, em fevereiro, no qual culpava a cultura de deceção e censura promovida por Xi pela disseminação do coronavírus na China. https://www.dn.pt/mundo/china-prende-professor-que-criticou-xi-jinping-pela-pandemia-de-coronavirus-12390620.html